Por Dra. Ana Eliza Bomfim | Dermatologista | CREMERS 36241 | RQE 28787
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Por Dra. Ana Eliza Bomfim | Dermatologista | CREMERS 36241 | RQE 28787
25 Mai
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14 min de leitura
Se você tem pele oleosa, provavelmente já ouviu ou pensou pelo menos uma vez: 'para que usar hidratante se minha pele já produz óleo demais?' Essa é, sem dúvida, uma das crenças mais enraizadas e prejudiciais que a Dra. Ana Eliza Bomfim encontra no dia a dia do consultório dermatológico. E a verdade é que esse pensamento, além de equivocado do ponto de vista científico, pode estar sabotando toda a sua rotina de cuidados com a pele.
A Dra. Ana Eliza Bomfim, dermatologista, atende centenas de pacientes com pele oleosa ao longo do ano. E um padrão se repete com frequência impressionante: pessoas que chegam ao consultório com pele irritada, com acne resistente, com manchas difíceis de tratar, ou com excesso de oleosidade cada vez mais difícil de controlar — e que, ao relatarem sua rotina de skincare, revelam erros fundamentais que comprometem completamente a saúde da pele.
Neste artigo, a Dra. Ana Eliza Bomfim vai desvendar os cinco maiores erros que observa no consultório quando o assunto é pele oleosa. São erros que a maioria das pessoas comete sem saber, muitas vezes seguindo conselhos da internet, de amigos ou de vendedores de cosméticos sem embasamento técnico. E mais importante: você vai entender como corrigi-los de forma simples, eficaz e baseada em evidências científicas.
Antes de falar sobre os erros, é importante entender a fisiologia da pele oleosa. Segundo a Dra. Ana Eliza Bomfim, a oleosidade da pele é resultado de um aumento na produção sebácea pelas glândulas sebáceas, que estão localizadas na derme e produzem o sebo — uma mistura de lipídios que tem funções protetoras importantíssimas para a barreira cutânea.
O sebo em excesso, quando se mistura com células mortas e bactérias na superfície da pele, pode obstruir os poros e desencadear o processo inflamatório da acne. Mas isso não significa que o sebo seja o inimigo. Pelo contrário: a ausência de sebo ou a barreira cutânea comprometida pode gerar um ciclo vicioso em que a pele produz ainda mais óleo para tentar se compensar.
Esse mecanismo de compensação é o centro de muitos dos erros que a Dra. Ana Eliza Bomfim observa. Quando a pele oleosa é tratada de forma agressiva, com produtos errados ou rotinas inadequadas, ela reage produzindo mais sebo, agravando exatamente o problema que a pessoa tentava resolver.
Este é, de longe, o erro mais comum que a Dra. Ana Eliza Bomfim encontra no consultório. A lógica parece fazer sentido: se a pele já produz óleo em excesso, por que adicionar mais hidratação? Mas aqui está o problema: óleo e água são substâncias completamente diferentes, e a pele oleosa pode ser, ao mesmo tempo, uma pele desidratada.
Pele oleosa e pele hidratada não são a mesma coisa. A oleosidade está relacionada à produção de sebo pelas glândulas sebáceas. A hidratação, por outro lado, refere-se ao conteúdo de água nas camadas da epiderme. Quando você não hidrata a pele oleosa, está privando a barreira cutânea da água necessária para seu funcionamento saudável. E o resultado? A pele, em um mecanismo compensatório, intensifica a produção de sebo para tentar restaurar o equilíbrio.
Nas palavras da Dra. Ana Eliza Bomfim: pele oleosa desidratada é um paradoxo comum e prejudicial. Ela brilha, mas ao mesmo tempo sente aquela sensação de tensão. Os poros parecem maiores. A acne piora. E tudo isso porque o hidratante foi abolido da rotina por um equívoco conceitual.
A solução, segundo a Dra. Ana Eliza Bomfim, não é abolir o hidratante, mas escolher o hidratante certo. Hidratantes oil-free, de textura gel ou gel-creme, com ativos como ácido hialurônico, niacinamida e glicerina, são ideais para a pele oleosa. Eles hidratam sem adicionar oleosidade, equilibram a barreira cutânea e, com o tempo, ajudam a regular a própria produção de sebo.
Outra conduta que a Dra. Ana Eliza Bomfim vê com frequência no consultório é a lavagem excessiva do rosto. Pacientes com pele oleosa, incomodados com o brilho que retorna poucas horas após a higienização, acabam lavando o rosto três, quatro, cinco vezes ao dia. Alguns até acordam de madrugada para lavar. E o resultado é sempre o mesmo: uma piora progressiva da oleosidade.
Quando você lava o rosto com frequência excessiva, você remove não apenas o excesso de sebo, mas também os lipídios essenciais que fazem parte da barreira cutânea. Esses lipídios são fundamentais para a proteção da pele contra agentes externos, para a retenção de água e para o equilíbrio microbiológico da pele. Ao removê-los repetidamente, você compromete a barreira, a pele fica mais vulnerável, e as glândulas sebáceas disparam a produção de sebo para tentar restaurar o equilíbrio perdido.
A Dra. Ana Eliza Bomfim recomenda a lavagem do rosto no máximo duas vezes ao dia: pela manhã e à noite. À noite, especialmente, a higienização é fundamental para remover protetor solar, maquiagem, poluição e o sebo acumulado durante o dia. Pela manhã, uma lavagem suave é suficiente para preparar a pele para os cuidados do dia.
Para a higienização, a Dra. Ana Eliza Bomfim indica sabonetes faciais específicos para pele oleosa, com pH balanceado, sem lauril sulfato de sódio (que irrita e resseca excessivamente), e com ativos como ácido salicílico ou zinco, que ajudam a controlar a oleosidade sem agredir a barreira cutânea.
Em uma tentativa de eliminar o excesso de oleosidade, muitas pessoas com esse tipo de pele recorrem a produtos extremamente abrasivos: esfoliantes físicos grosseiros, tônicos com altíssimas concentrações de álcool, sabonetes para uso corporal no rosto, ou múltiplos ácidos sem orientação dermatológica. E é aqui que a pele começa a entrar em colapso.
Esses produtos, quando usados de forma inadequada, comprometem gravemente a barreira cutânea. O resultado é uma pele que, paradoxalmente, produz ainda mais sebo em resposta à agressão, ao mesmo tempo em que fica mais sensível, mais propensa a irritações e reações inflamatórias. A Dra. Ana Eliza Bomfim chama esse fenômeno de 'pele oleosa irritada' — um estado em que a pessoa tem brilho excessivo e vermelhidão ao mesmo tempo, e nenhum produto parece funcionar.
Além disso, o uso indiscriminado de esfoliantes físicos pode criar microlesões na superfície da pele, que servem como porta de entrada para bactérias e potencializam o processo inflamatório da acne. A Dra. Ana Eliza Bomfim prefere, quando indicados, os esfoliantes químicos com ácidos em concentrações adequadas, que promovem uma renovação celular gradual e controlada sem traumatizar a pele.
A mensagem da Dra. Ana Eliza Bomfim é clara: agressividade não é sinônimo de eficácia. Um skincare eficiente para pele oleosa deve ser gentil, equilibrado e consistente. Produtos que secam excessivamente a pele, que causam sensação de ardência intensa ou descamação visível estão causando mais dano do que benefício.
Este é um erro que a Dra. Ana Eliza Bomfim considera crítico do ponto de vista da saúde da pele. O protetor solar é o produto mais importante de qualquer rotina de skincare, independentemente do tipo de pele — e isso inclui, de forma absolutamente inquestionável, a pele oleosa.
A radiação ultravioleta estimula a produção de melanina e causa danos ao DNA das células da pele, levando ao fotoenvelhecimento, manchas, perda de elasticidade e, no pior dos cenários, ao câncer de pele. Além disso, a Dra. Ana Eliza Bomfim ressalta que a radiação UV também estimula a produção sebácea e piora processos inflamatórios como a acne. Ou seja, pular o protetor solar na pele oleosa pode, paradoxalmente, piorar a oleosidade e a acne.
O que acontece, segundo a Dra. Ana Eliza Bomfim, é que as pessoas com pele oleosa muitas vezes tiveram experiências ruins com protetores inadequados para o seu tipo de pele — texturas muito pesadas, oleosas, que deixam resíduo branco ou empioram o brilho. A solução não é abandonar o protetor, mas encontrar o protetor certo.
Hoje, o mercado oferece protetores solares de textura extremamente leve, com acabamento matte, oil-free, com cor ou sem cor, em gel, loção fluida ou até em pó. A Dra. Ana Eliza Bomfim orienta seus pacientes com pele oleosa a buscarem protetores com FPS 30 ou superior, resistentes à água, com tecnologia de controle de brilho. Alguns protetores ainda contêm niacinamida ou zinco em sua formulação, o que ajuda a regular ainda mais a oleosidade ao longo do dia.
O quinto e último grande erro que a Dra. Ana Eliza Bomfim observa é talvez o mais difícil de resolver sozinho: a busca por soluções imediatas e superficiais sem compreender e tratar as causas reais da oleosidade excessiva.
A oleosidade da pele é influenciada por uma série de fatores: genética, flutuações hormonais, alimentação, estresse, uso de medicamentos e até o próprio skincare inadequado que a pessoa usa. Quando uma jovem de 20 anos chega ao consultório com acne e oleosidade intensa, por exemplo, a Dra. Ana Eliza Bomfim avalia se há componente hormonal envolvido — o que é muito comum nessa faixa etária, especialmente em mulheres com síndrome dos ovários policísticos ou outras alterações endócrinas.
Papeis fixantes, papeis absorventes, pós compactos e produtos oil-control funcionam como soluções paliativas para o brilho, mas não tratam a oleosidade em sua origem. Uma abordagem completa pode incluir, dependendo do caso avaliado pela Dra. Ana Eliza Bomfim, retinóides tópicos para regular a produção sebácea, ácido azelaico, niacinamida em concentrações terapêuticas, peelings químicos no consultório, ou até tratamentos sistêmicos quando há componente hormonal significativo.
Cada pele é única, e o tratamento precisa ser individualizado. É por isso que a Dra. Ana Eliza Bomfim insiste na importância da consulta dermatológica periódica — não apenas para tratar problemas quando surgem, mas para construir uma rotina preventiva que respeite as características individuais de cada pele e promova sua saúde a longo prazo.
Uma rotina eficaz para pele oleosa, na visão da Dra. Ana Eliza Bomfim, deve ser simples, consistente e baseada em produtos com evidências científicas. Pela manhã, o ideal é iniciar com a limpeza suave do rosto com um sabonete específico para pele oleosa. Em seguida, aplicar um hidratante leve, oil-free, com ativos como niacinamida (que regula a produção sebácea e tem ação anti-inflamatória) ou ácido hialurônico (que hidrata sem adicionar oleosidade). Por último, o protetor solar — sempre, sem exceção.
À noite, a rotina começa com a remoção completa do protetor solar e da maquiagem, se houver, com um demaquilante ou óleo de limpeza compatível com pele oleosa (isso não vai piorar a oleosidade — de fato, óleos non-comedogênicos podem ajudar a dissolver o sebo oxidado dos poros). Em seguida, limpeza com sabonete. A Dra. Ana Eliza Bomfim pode indicar, dependendo do caso, a inclusão de ativos noturnos como retinol, ácido glicólico ou mandélico em concentrações adequadas, sempre com orientação médica.
E a hidratação, claro — mesmo à noite, mesmo com pele oleosa. Um hidratante gel-creme leve, sem fragrâncias, é suficiente para manter a barreira cutânea íntegra durante a noite, período em que a pele realiza grande parte de seus processos de regeneração.
1. Pele oleosa pode usar óleo de limpeza ou óleo facial?
Sim, pode. A Dra. Ana Eliza Bomfim explica que óleos non-comedogênicos, como o óleo de jojoba ou o esqualano, não obstruem os poros e podem, inclusive, ajudar a dissolver o sebo oxidado que contribui para a formação de cravos. O segredo está na escolha do produto correto e na forma de uso. Óleos de limpeza são usados apenas para remover protetor e maquiagem, seguidos de sabonete.
2. Qual o melhor hidratante para pele oleosa?
Segundo a Dra. Ana Eliza Bomfim, o melhor hidratante para pele oleosa é aquele com textura gel ou gel-creme, oil-free, sem fragrâncias, com ativos como ácido hialurônico, niacinamida, aloe vera ou glicerina. Texturas muito densas ou ricas em lipídios tendem a ser inadequadas para a pele oleosa, mas o mais importante é testar e observar como a pele reage.
3. Posso usar ácido salicílico todos os dias?
Depende da concentração e da tolerância individual da pele. A Dra. Ana Eliza Bomfim esclarece que o ácido salicílico é um ativo keratolítico excelente para pele oleosa, pois penetra nos poros e ajuda a dissolver o sebo. Em concentrações baixas (0,5% a 2%), pode ser usado diariamente por pessoas com boa tolerância. Mas é sempre prudente iniciar com uso em dias alternados e aumentar a frequência gradualmente, preferencialmente com orientação dermatológica.
4. Pele oleosa envelhece mais devagar?
Há uma crença popular de que sim, e há algum fundamento nisso. O sebo tem alguma ação lubrificante que pode retardar o aparecimento de linhas finas. Mas a Dra. Ana Eliza Bomfim alerta que isso não elimina a necessidade de proteção solar e de cuidados adequados. Pele oleosa sem protetor solar envelhece, mancha e pode desenvolver câncer de pele como qualquer outro tipo.
5. Quando devo procurar um dermatologista para pele oleosa?
A Dra. Ana Eliza Bomfim recomenda buscar avaliação dermatológica quando a oleosidade está muito intensa e difícil de controlar, quando há acne persistente ou com cicatrizes, quando surgem manchas associadas à oleosidade ou quando os produtos disponíveis no mercado não estão gerando resultados satisfatórios após alguns meses de uso consistente. Uma avaliação individualizada permite identificar causas subjacentes e propor um tratamento realmente eficaz.
Este artigo foi escrito pela Dra. Ana Eliza Bomfim, Dermatologista (CREMERS 36241 | RQE 28787). As informações aqui presentes têm caráter educativo e não substituem a consulta médica individualizada.
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Por Dr. Eliezer Duarte — Oftalmologista Oculoplástico | CREMERS 34904 | RQE 27504
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