Olá, eu sou a Dra. Ana Bomfim, médica dermatologista, e se existe um tema que tem aparecido cada vez mais nas conversas sobre skincare é este:
Retinol ou Bakuchiol: qual é melhor?
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Olá, eu sou a Dra. Ana Bomfim, médica dermatologista, e se existe um tema que tem aparecido cada vez mais nas conversas sobre skincare é este:
Retinol ou Bakuchiol: qual é melhor?
16 Mar
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8 min de leitura
Olá, eu sou a Dra. Ana Bomfim, médica dermatologista, e se existe um tema que tem aparecido cada vez mais nas conversas sobre skincare é este:
Retinol ou Bakuchiol: qual é melhor?
Talvez você já tenha visto produtos prometendo resultados semelhantes ao retinol, mas com menos irritação. Ou tenha lido que o bakuchiol seria a “versão natural” do retinol.
Mas será que isso é verdade?
Como dermatologista, vejo muitos pacientes confusos com essa comparação. Por isso, neste artigo vou explicar com base científica:
O que é o retinol e como ele funciona na pele
O que é o bakuchiol e por que ele ficou famoso
O que os estudos científicos realmente mostram
Em quais casos cada ativo pode ser mais interessante
Como escolher o melhor para o seu tipo de pele
O objetivo é simples: te ajudar a entender a diferença entre evidência científica e marketing cosmético.
Para entender essa comparação, primeiro precisamos falar sobre os retinoides.
Os retinoides são derivados da vitamina A e estão entre os ingredientes mais estudados da dermatologia.
Há décadas sabemos que eles ajudam a melhorar diversos aspectos da pele, como:
Rugas finas
Textura irregular
Manchas
Acne
Poros dilatados
Perda de colágeno
Entre todos os ativos usados em skincare, poucos têm tantas evidências científicas quanto os retinoides.
O retinol é um dos representantes dessa família.
O retinol é um derivado da vitamina A amplamente utilizado em dermatologia e cosmética.
Quando aplicado na pele, ele passa por um processo de conversão até chegar ao ácido retinoico, que é a forma biologicamente ativa.
Esse processo estimula vários mecanismos importantes:
renovação celular
produção de colágeno
melhora da espessura da pele
redução da degradação do colágeno existente
Por isso, o retinol se tornou um dos principais ingredientes para:
tratamento do envelhecimento cutâneo
controle da acne
melhora da textura da pele
Na prática clínica, eu, Dra. Ana Bomfim, observo frequentemente que pacientes que usam retinol de forma adequada apresentam melhora gradual da qualidade da pele ao longo do tempo.
Mas existe um ponto importante: nem toda pele tolera o retinol da mesma forma.
Embora seja um ativo muito eficaz, o retinol pode causar efeitos adversos em algumas pessoas, especialmente no início do uso.
Os mais comuns incluem:
vermelhidão
descamação
sensibilidade
sensação de ardência
aumento da sensibilidade ao sol
Isso acontece porque o retinol acelera a renovação celular, e a pele precisa de um período de adaptação.
Por isso, na prática dermatológica, o uso do retinol costuma ser introduzido de forma gradual.
Como dermatologista, sempre reforço que o retinol deve ser usado com orientação profissional, especialmente em peles sensíveis ou com condições dermatológicas associadas.
Foi justamente por causa dessas limitações que começou a surgir interesse por alternativas.
E foi nesse contexto que o bakuchiol ganhou popularidade.
O bakuchiol é um composto de origem vegetal extraído da planta Psoralea corylifolia, tradicionalmente utilizada na medicina ayurvédica.
Nos últimos anos, ele passou a ser estudado como um possível ativo com efeitos semelhantes aos retinoides.
Isso gerou uma grande onda de marketing no mercado cosmético, apresentando o bakuchiol como:
alternativa natural ao retinol
ativo anti-idade sem irritação
ingrediente seguro para todos os tipos de pele
Mas será que a ciência realmente confirma essas promessas?
Vamos analisar.
O estudo mais citado sobre bakuchiol foi publicado em 2018 no British Journal of Dermatology.
Nesse estudo, pesquisadores compararam o uso de retinol 0,5% com bakuchiol 0,5% durante 12 semanas.
Os resultados mostraram que ambos os grupos apresentaram melhora em:
rugas
hiperpigmentação
textura da pele
No entanto, o grupo que usou retinol apresentou mais irritação cutânea.
Esse estudo ajudou a popularizar a ideia de que o bakuchiol poderia ser uma alternativa mais suave.
Mas é importante observar alguns pontos.
Embora esse estudo seja interessante, ele não significa que o bakuchiol seja equivalente ao retinol em todos os aspectos.
Isso acontece por três razões principais.
Primeiro: o número de estudos ainda é pequeno quando comparado ao retinol.
Enquanto o retinol e outros retinoides têm décadas de pesquisa científica, o bakuchiol ainda possui evidência limitada.
Segundo: os mecanismos de ação são diferentes.
O bakuchiol parece estimular genes relacionados ao colágeno e à renovação celular, mas não atua exatamente nas mesmas vias bioquímicas dos retinoides.
Terceiro: os resultados a longo prazo ainda não são totalmente conhecidos.
Por isso, embora seja um ativo promissor, o bakuchiol não pode ser considerado uma substituição direta ao retinol em todos os casos.
Para facilitar o entendimento, vamos analisar os principais pontos de comparação.
Retinol
Possui décadas de estudos clínicos e ampla comprovação dermatológica.
Bakuchiol
Possui estudos promissores, mas ainda em menor número.
Retinol
Considerado padrão-ouro para estímulo de colágeno e melhora de rugas.
Bakuchiol
Pode ajudar na textura da pele e em sinais iniciais de envelhecimento.
Retinol
Pode causar irritação inicial em algumas pessoas.
Bakuchiol
Geralmente melhor tolerado.
Retinol
Pode exigir adaptação gradual.
Bakuchiol
Pode ser melhor tolerado em algumas peles sensíveis.
Na prática clínica, eu, Dra. Ana Bomfim, costumo considerar o retinol quando o objetivo é tratar:
sinais de envelhecimento mais visíveis
acne persistente
textura irregular da pele
poros dilatados
Por causa de sua ampla evidência científica, ele continua sendo uma das ferramentas mais confiáveis da dermatologia.
O bakuchiol pode ser considerado em situações como:
pele muito sensível
dificuldade de adaptação ao retinol
pacientes que preferem cosméticos de origem vegetal
rotinas de skincare mais suaves
Em alguns casos, também pode ser utilizado em combinação com outros ativos antioxidantes.
Uma das maiores tendências da dermatologia moderna é a personalização do cuidado com a pele.
Não existe um único ativo ideal para todas as pessoas.
O que funciona melhor depende de fatores como:
tipo de pele
presença de acne
sensibilidade cutânea
idade
rotina de skincare
histórico dermatológico
Por isso, no consultório, a escolha entre retinol, bakuchiol ou outros ativos sempre envolve uma avaliação individual.
Outro ponto importante: nenhum ativo funciona sozinho.
Mesmo o melhor ingrediente do mundo terá resultado limitado se outros fatores forem ignorados.
Os pilares básicos continuam sendo:
uso diário de protetor solar
limpeza adequada da pele
hidratação equilibrada
rotina consistente de cuidados
Sem esses fundamentos, nenhum ativo isolado trará o resultado esperado.
A pesquisa dermatológica continua avançando.
Hoje já vemos novas formulações que buscam equilibrar eficácia e tolerabilidade, como:
retinoides encapsulados
combinações com antioxidantes
sistemas de liberação gradual
Também continuam surgindo estudos sobre compostos naturais com potencial dermatológico, incluindo o próprio bakuchiol.
Mas até o momento, os retinoides continuam sendo o padrão-ouro para rejuvenescimento cutâneo.
A resposta mais honesta é: depende da sua pele.
Retinol
Possui maior evidência científica e continua sendo uma das ferramentas mais eficazes da dermatologia.
Bakuchiol
Pode ser uma opção interessante para quem busca um ativo mais suave ou tem dificuldade de adaptação aos retinoides.
Como dermatologista, eu, Dra. Ana Bomfim, sempre reforço que o mais importante não é seguir tendências de internet, mas construir uma rotina de cuidados baseada em ciência, segurança e personalização.
Não exatamente. Embora possa ter efeitos semelhantes em alguns aspectos, os mecanismos de ação e o volume de evidência científica ainda são diferentes.
Em muitos casos sim, desde que o uso seja introduzido de forma gradual e com orientação dermatológica.
Dependendo da formulação e da pele do paciente, essa combinação pode ser considerada, mas sempre com avaliação profissional.
Os resultados costumam aparecer gradualmente ao longo de semanas ou meses de uso consistente.
Não necessariamente. Existem diferentes estratégias de cuidado com a pele, e a escolha depende de cada caso.
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Muitas pessoas acreditam que a cor dos olhos é algo totalmente definido no nascimento e que nunca muda ao longo da vida.
Olá, eu sou a Dra. Ana Bomfim, médica dermatologista, e preciso começar este artigo com uma frase que escuto praticamente toda semana no consultório:
“Dra., comecei a tomar colágeno. Ajuda mesmo?”
Você está relaxando no final do dia, pronto para descansar, e de repente começa a sentir uma coceira persistente nos olhos. Isso acontece com frequência?
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