Novidades

Protetor com Cor Protege Mais? O Que Ninguém Explica Sobre a Luz Visível e o Melasma

Por Dra. Ana Eliza Bomfim | Dermatologista | CREMERS 36241 | RQE 28787

 

19 Out

|

10 min de leitura

Protetor com Cor Protege Mais? O Que Ninguém Explica Sobre a Luz Visível e o Melasma

Uma dúvida que a Dra. Ana Eliza Bomfim escuta com crescente frequência no consultório é: 'Doutora, eu comprei um protetor com cor porque disseram que protege mais contra manchas. Isso é verdade?' A resposta é sim — com nuances importantes que poucas marcas explicam com clareza, e que fazem uma diferença real para quem lida com melasma ou hiperpigmentação.

A Dra. Ana Eliza Bomfim, dermatologista com CREMERS 36241 e RQE 28787, acompanha de perto a evolução científica sobre fotoproteção e considera que o entendimento da luz visível como agente de pigmentação é uma das evoluções mais importantes da dermatologia cosmética na última década. E é uma evolução que muda, de forma significativa, as recomendações para pacientes com melasma, pele propensa a manchas ou fototipos mais altos.

O Que a Maioria Das Pessoas Não Sabe Sobre a Luz e a Pele

A conversa sobre proteção solar costuma girar em torno de dois tipos de radiação ultravioleta: UVB (que causa queimaduras solares e é o principal responsável pelo câncer de pele) e UVA (que penetra mais profundamente, causa fotoenvelhecimento e também contribui para o câncer). O FPS (Fator de Proteção Solar) mede principalmente a proteção contra UVB, enquanto o PPD (Persistent Pigment Darkening) e o PA (Protection Grade of UVA) medem a proteção contra UVA.

Mas existe um terceiro componente do espectro eletromagnético que a Dra. Ana Eliza Bomfim agora inclui obrigatoriamente na conversa sobre fotoproteção: a luz visível. Compreendida entre os comprimentos de onda de 400 a 700 nanômetros, a luz visível é simplesmente a faixa do espectro que nossos olhos conseguem enxergar. E ao contrário do que se pensava até pouco tempo atrás, ela não é inofensiva para a pele.

Estudos publicados nos últimos anos demonstraram que a luz visível — especialmente a faixa de luz de alta energia (HEVIS ou HEV, de 'high energy visible light'), também chamada de luz azul, entre 400 e 450 nanômetros — é capaz de estimular a produção de melanina, contribuindo para a hiperpigmentação, especialmente em pessoas com fototipos mais altos (peles morenas a negras). A Dra. Ana Eliza Bomfim explica que esse achado mudou completamente a abordagem do tratamento do melasma.

Melasma e a Luz Visível: Uma Conexão Que Muda o Tratamento

O melasma é uma hiperpigmentação adquirida que afeta principalmente mulheres, com predisposição genética, e é classicamente exacerbado pela exposição solar. Durante muito tempo, o foco da fotoproteção no melasma era exclusivamente nos raios UV. Mas a Dra. Ana Eliza Bomfim, acompanhando a literatura científica mais recente, explica que essa abordagem estava incompleta.

Pacientes com melasma que usavam protetor solar com FPS 50 e PPD alto relatavam ao consultório da Dra. Ana Eliza Bomfim que suas manchas não melhoravam ou até pioravam, mesmo com uso rigoroso do produto. A investigação revelou, em muitos casos, que a exposição à luz visível — dentro de casa, em frente à tela do computador ou sob iluminação artificial de lâmpadas LED e fluorescentes — era suficiente para estimular a melanogênese e manter o melasma ativo, mesmo sem nenhuma exposição à radiação UV.

Esse achado, segundo a Dra. Ana Eliza Bomfim, explica por que tantos pacientes com melasma que 'fazem tudo certo' em termos de fotoproteção convencional ainda lutam para controlar as manchas. A proteção contra a luz visível estava faltando.

Como o Protetor com Cor Protege Contra a Luz Visível

Aqui está o ponto central que a Dra. Ana Eliza Bomfim considera mais importante e menos divulgado: protetores solares convencionais — sejam eles físicos ou químicos — não bloqueiam a luz visível. Os filtros UV, como o tinosorb, o avobenzona ou o dióxido de titânio, são formulados para absorver ou refletir comprimentos de onda UV (280-400 nm), mas deixam a luz visível passar.

O que bloqueia a luz visível? Pigmentos. Especificamente, pigmentos que absorvem ou refletem os comprimentos de onda da luz visível. E é exatamente isso que está presente nos protetores com cor: pigmentos como o dióxido de titânio em partículas maiores, óxido de ferro e outros pigmentos cosméticos que funcionam como uma barreira física contra a luz visível.

A Dra. Ana Eliza Bomfim explica que diferentes pigmentos bloqueiam diferentes partes do espectro visível. Os óxidos de ferro, por exemplo, são excelentes na absorção da faixa de luz azul (HEVIS), que é a mais problemática para o melasma. Um protetor com cor que contenha óxido de ferro em sua formulação oferece, portanto, uma proteção mais completa para pacientes com melasma do que um protetor transparente com FPS idêntico.

Mas Protetor com Cor Para Todo Mundo?

A Dra. Ana Eliza Bomfim é cuidadosa ao não generalizar. A proteção adicional contra luz visível é especialmente relevante para pacientes com melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras que ficam após espinhas), fototipos altos (peles morenas a negras) e para pessoas que passam muitas horas em frente a telas de computador ou celular.

Para pessoas com fototipo baixo (peles muito claras) sem tendência a hiperpigmentação, a proteção adicional contra luz visível tem importância menor no que diz respeito ao controle de manchas. O fotoenvelhecimento e a proteção contra câncer de pele dependem primariamente da proteção UV, para a qual um bom protetor solar sem cor com FPS e PPD adequados é suficiente.

Isso dito, a Dra. Ana Eliza Bomfim não vê desvantagem em usar protetor com cor para nenhum fototipo — desde que a textura seja agradável e adequada ao tipo de pele. O benefício estético de uniformizar o tom e reduzir a necessidade de maquiagem é um bônus que muitos pacientes apreciam independentemente da questão da pigmentação.

Luz Azul de Telas: Risco Real ou Exagero?

Com o aumento do tempo de exposição a telas de dispositivos eletrônicos, a questão sobre se a luz azul das telas pode piorar o melasma se tornou frequente no consultório da Dra. Ana Eliza Bomfim. A resposta honesta, segundo ela, é: é um risco real, mas provavelmente menor do que a exposição à luz solar.

A intensidade da luz emitida por telas de computador e celular é muito menor do que a intensidade da luz solar. Estudos que demonstraram o efeito da luz visível no melasma utilizaram doses de luz muito superiores às emitidas por telas comuns. No entanto, para pacientes com melasma muito sensível ou que passam horas extensas em frente ao computador, a proteção adicional com produtos contendo óxido de ferro pode ter benefício relevante.

A Dra. Ana Eliza Bomfim adota uma abordagem pragmática: para pacientes com melasma moderado a grave ou muito refratário, ela orienta o uso de protetor com cor também em ambientes internos. Para melasmas mais leves ou bem controlados, o foco permanece na proteção solar rigorosa ao ar livre.

Como Escolher o Protetor com Cor Certo

A Dra. Ana Eliza Bomfim orienta seus pacientes a buscarem protetores com cor que atendam a alguns critérios específicos. O primeiro é a presença de óxido de ferro na formulação — verifique no rótulo pela denominação INCI 'iron oxides' ou 'CI 77491, CI 77492, CI 77499'. Esse é o ingrediente que confere a proteção adicional contra a luz visível e azul.

O segundo critério é o FPS adequado — mínimo 30, preferencialmente 50 para pacientes com melasma. O terceiro é a correspondência de tom com a pele: um protetor com cor em tom muito diferente da pele pode resultar em aparência acinzentada ou alaranjada, o que reduz a adesão ao uso. A Dra. Ana Eliza Bomfim recomenda testar o produto no pescoço ou no maxilar antes de comprá-lo para verificar a harmonia com o tom da pele.

O quarto critério é a adequação à textura de pele: para peles oleosas, protetores com cor de acabamento matte são mais adequados; para peles secas, formulações mais nutritivas. Para peles sensíveis, verificar a ausência de fragrâncias e de filtros químicos potencialmente irritantes.

Perguntas e Respostas

1. Protetor com cor pode substituir a base?

Em muitos casos, sim. A Dra. Ana Eliza Bomfim vê com frequência pacientes que abandonaram a base e adotaram o protetor com cor como único produto de cobertura — especialmente os que têm textura mais cobrente. Para quem prefere uma cobertura maior, pode-se aplicar o protetor como base e adicionar poucos produtos de maquiagem por cima.

2. A cor do protetor influencia na proteção?

Sim, de forma relevante para a proteção contra luz visível. Protetores de tom mais escuro (que se aproximam mais de fototipos mais altos) tendem a conter mais pigmentos e, portanto, mais óxido de ferro, oferecendo maior proteção contra HEVIS. A Dra. Ana Eliza Bomfim ressalta que protetores brancos ou muito claros sem pigmentação visível provavelmente não contêm óxidos de ferro em quantidade suficiente.

3. Paciente com melasma deve usar protetor com cor mesmo à noite?

Não — à noite, na ausência de luz solar ou de iluminação artificial intensa, o uso do protetor com cor não é necessário, segundo a Dra. Ana Eliza Bomfim. O período noturno é dedicado ao tratamento e à regeneração da pele.

4. Protetor com cor é adequado para crianças?

A Dra. Ana Eliza Bomfim recomenda cautela: para crianças pequenas, protetores minerais simples sem pigmentação adicional são mais indicados. A proteção contra luz visível tem relevância mais limitada em crianças sem condições de pigmentação específicas.

5. Pele oleosa aguenta usar protetor com cor sem piorar a acne?

Depende do produto. A Dra. Ana Eliza Bomfim orienta buscar protetores com cor oil-free, non-comedogênicos, com acabamento matte. Existem opções excelentes no mercado para peles oleosas, e muitos pacientes da Dra. Ana Eliza Bomfim com acne e melasma concomitantes usam protetores com cor sem problemas.

 

Este artigo foi escrito pela Dra. Ana Eliza Bomfim, Dermatologista (CREMERS 36241 | RQE 28787). As informações aqui presentes têm caráter educativo e não substituem a consulta médica individualizada.

 



Gostou? Compartilhe esta publicação:

Agendar consulta na Clínica Duarte

(53) 981.446.426

Agendar pelo WhatsApp

(53) 3227.2701

Agendar por telefone

Como chegar?

Veja nossa localização

Leia também Outros artigos

Atendemos os Convênios

Logo do plano IPE
Logo do plano Descont Saúde
Logo do plano Unimed
Logo do plano Angelus PAX
Logo do plano Saúde Caixa
Logo do plano Cabergs
Logo do plano Master Desconto

(53) 981.446.426

(53) 3227.2701

[email protected]

Avenida Dois, 105, sala 704,

Edifício Flow Work Parque Una, Pelotas / RS

Enviar mensagem

Agendar Consulta WhatsApp

Ícone do WhatsApp

Este site usa cookies para proporcionar uma melhor experiência para você. Ao prosseguir, você concorda com nossas Políticas de Cookies e de Privacidade. Saiba mais