Por Dr. Eliezer Duarte — Oftalmologista Oculoplástico | CREMERS 34904 | RQE 27504
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Por Dr. Eliezer Duarte — Oftalmologista Oculoplástico | CREMERS 34904 | RQE 27504
19 Out
|
9 min de leitura
O olho seco é uma das condições mais subestimadas da oftalmologia contemporânea. O Dr. Eliezer Duarte, oftalmologista oculoplástico com CREMERS 34904 | RQE 27504, trata dezenas de pacientes por mês com essa condição — e a grande maioria deles não sabia que tinha olho seco até procurar avaliação para outros motivos.
O problema é que os sintomas do olho seco são frequentemente interpretados como cansaço, alergia, ou simplesmente 'passar da idade'. Ardência, sensação de areia nos olhos, visão embaçada que melhora com o piscar, vermelhidão ao final do dia — todos esses sinais podem indicar disfunção do filme lacrimal, e todos são muito comuns em quem pratica, sem saber, hábitos que agravam a condição.
Neste artigo, o Dr. Eliezer Duarte apresenta as cinco situações cotidianas mais comuns que agravam o olho seco — e que a maioria das pessoas simplesmente não associa ao problema.
Esta é, sem dúvida, a causa número um de olho seco adquirido ou agravado na população economicamente ativa. O Dr. Eliezer Duarte explica o mecanismo: em condições normais, piscamos entre quinze e vinte vezes por minuto. Durante o uso de telas — computadores, smartphones, tablets — essa taxa cai para menos de cinco piscadas por minuto.
O piscar é o mecanismo pelo qual o filme lacrimal é renovado e distribuído sobre a superfície ocular. Quando o número de piscadas cai drasticamente, o filme lacrimal não é renovado com a frequência necessária, a camada de lágrima evaporada não é reposta, e a superfície da córnea começa a ressecar. Com o tempo, esse ressecamento repetido causa microinflamação crônica da superfície ocular.
O Dr. Eliezer Duarte recomenda a regra 20-20-20 para todos os seus pacientes que trabalham com telas: a cada 20 minutos de uso, olhar para um ponto a pelo menos 6 metros de distância por 20 segundos, e durante esse descanso, piscar conscientemente dez vezes. Além disso, o uso de lágrimas artificiais sem conservantes pode ser indicado para uso regular ao longo do dia.
O segundo fator mais comum que o Dr. Eliezer Duarte identifica nos pacientes com olho seco é a exposição prolongada a ambientes climatizados — tanto com ar-condicionado quanto com aquecedores elétricos ou a gás.
A razão é simples: sistemas de climatização reduzem drasticamente a umidade relativa do ar. Um ambiente com ar-condicionado pode ter umidade relativa abaixo de 30%, enquanto o ideal para a saúde ocular fica entre 40% e 60%. Nessa umidade reduzida, a camada aquosa do filme lacrimal evapora muito mais rapidamente.
Outro problema é o fluxo de ar direto sobre os olhos — uma situação comum em escritórios onde os dutos de ar-condicionado apontam diretamente para as mesas de trabalho. Esse fluxo de ar accelera a evaporação do filme lacrimal de forma localizada e intensa.
O Dr. Eliezer Duarte orienta seus pacientes a evitar sentar diretamente na frente de saídas de ar, usar umidificadores nos ambientes onde passam mais tempo, e não hesitar em usar colírios lubrificantes ao longo do dia de trabalho. Em casos mais graves, o uso de óculos com câmara úmida ou lentes de contato específicas para olho seco pode ser indicado.
As lentes de contato são uma solução fantástica para correção visual — quando usadas de forma adequada. O problema é que o Dr. Eliezer Duarte frequentemente atende pacientes que usam lentes por mais horas do que o recomendado, dormem com lentes que não são indicadas para uso noturno, ou não trocam as lentes no prazo correto.
As lentes de contato, por sua natureza, competem com o filme lacrimal pela umidade da superfície ocular. Elas absorvem componentes da lágrima, alteram a estabilidade do filme lacrimal e reduzem a oxigenação da córnea. Em pessoas com olho seco preexistente, esse efeito é amplificado e pode causar desconforto severo, visão borrada e, em casos de má higienização, infecções corneanas graves.
O Dr. Eliezer Duarte recomenda que usuários de lentes de contato com sintomas de olho seco consultem um oftalmologista para avaliação do tipo de lente mais adequado ao seu perfil lacrimal. Existem lentes especificamente desenvolvidas para olho seco, com materiais de alta permeabilidade ao oxigênio e baixa absorção de proteínas lacrimais.
Muitas pessoas não sabem que vários medicamentos de uso comum têm como efeito colateral a redução da produção de lágrimas ou a alteração da composição do filme lacrimal. O Dr. Eliezer Duarte lista as categorias mais frequentes encontradas em seus pacientes.
Anti-histamínicos — usados para tratar alergias — são um dos principais culpados. Embora aliviem a coceira e o lacrimejamento associados às alergias, eles também reduzem a produção de secreções, incluindo as lágrimas. O paradoxo é que muitas pessoas usam anti-histamínicos justamente quando os olhos estão mais irritados, sem perceber que estão agravando o ressecamento.
Antidepressivos, especialmente os tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), também têm efeito anticolinérgico que pode reduzir a produção lacrimal. Beta-bloqueadores, usados para hipertensão e problemas cardíacos, têm efeito semelhante. Diuréticos, ao reduzir o volume de líquidos do organismo, podem afetar a quantidade de lágrima produzida.
O Dr. Eliezer Duarte ressalta que nenhum paciente deve interromper medicamentos por conta própria. O correto é informar ao oftalmologista todos os medicamentos em uso durante a consulta, para que o profissional possa avaliar se há relação entre a medicação e os sintomas de olho seco e propor estratégias de manejo adequadas.
A última situação que o Dr. Eliezer Duarte destaca é o uso de maquiagem na borda interna das pálpebras — especialmente o delineador na linha d'água, aquela parte interna e úmida do olho. Essa prática, muito comum e visualmente bonita, pode ter consequências sérias para a saúde do filme lacrimal.
As glândulas de Meibômio, responsáveis pela produção da camada lipídica (oleosa) do filme lacrimal, ficam exatamente na margem palpebral. Quando maquiagem é aplicada diretamente sobre a borda da pálpebra, partículas de pigmento, conservantes e outros compostos podem penetrar nas aberturas das glândulas de Meibômio, obstruindo-as. Essa obstrução, chamada de disfunção das glândulas de Meibômio, é uma das causas mais comuns de olho seco evaporativo.
O Dr. Eliezer Duarte também alerta para o uso de removedores de maquiagem na região periorbital. Produtos com álcool, fragâncias ou conservantes agressivos podem comprometer a camada oleosa do filme lacrimal e irritar as glândulas palpebrais. A orientação é usar removedores suaves, específicos para a região ocular, e realizar a limpeza das pálpebras de forma gentil, sem fricção excessiva.
O tratamento do olho seco, conforme conduzido pelo Dr. Eliezer Duarte, começa sempre por uma avaliação detalhada da causa. O olho seco não é uma doença única — é um espectro de condições com causas diferentes, e o tratamento deve ser individualizado.
A avaliação inclui o teste de Schirmer, que mede a produção aquosa de lágrimas; o teste de ruptura do filme lacrimal (TBUT), que avalia a estabilidade da camada lacrimal; a análise das glândulas de Meibômio com meibografia, quando disponível; e a avaliação da superfície ocular com corantes específicos.
Com base nessa avaliação, o Dr. Eliezer Duarte elabora um plano de tratamento que pode incluir lágrimas artificiais sem conservantes para uso regular; suplementação com ômega-3, que tem evidências de melhora da função das glândulas de Meibômio; higiene palpebral com produtos específicos; tratamento com luz pulsada intensa (IPL) para casos de disfunção grave das glândulas de Meibômio; e, em casos selecionados, tampões punctais para reduzir a drenagem das lágrimas.
Olho seco tem cura?
Depende da causa. O olho seco associado a fatores ambientais ou comportamentais pode ser completamente resolvido com mudanças de hábitos e tratamento adequado orientado pelo Dr. Eliezer Duarte. O olho seco de causa sistêmica, como na síndrome de Sjögren, é controlável mas geralmente não tem cura definitiva.
Posso usar colírio de venda livre para olho seco?
Existem muitos colírios lubrificantes disponíveis sem prescrição. O Dr. Eliezer Duarte recomenda preferir os sem conservantes (em ampolas monodose), especialmente para uso frequente, pois conservantes como cloreto de benzalcônio podem agravar a inflamação da superfície ocular com o tempo.
Olho que lacrimeja muito também pode ser olho seco?
Sim, e esse é um dos grandes paradoxos do olho seco. Quando a superfície ocular está irritada pelo ressecamento, o organismo produz lágrimas reflexas em quantidade excessiva como resposta compensatória. Esse excesso de lágrima reflexa, no entanto, não tem a composição adequada para lubrificar o olho corretamente.
Óculos de sol ajudam no olho seco?
Sim, especialmente óculos com proteção lateral. Eles reduzem a evaporação do filme lacrimal causada pelo vento e pela exposição direta ao sol e ao ar.
Com que frequência devo consultar o Dr. Eliezer Duarte para acompanhamento do olho seco?
Depende da gravidade. Casos leves a moderados geralmente exigem retorno a cada três a seis meses. Casos severos podem exigir acompanhamento mais frequente, especialmente durante a fase de ajuste do tratamento.
Este artigo foi elaborado pelo Dr. Eliezer Duarte (CREMERS 34904 | RQE 27504), oftalmologista especializado em oculoplástica. Para avaliação e tratamento do olho seco, agende uma consulta.
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Por Dra. Ana Eliza Bomfim | Dermatologista | CREMERS 36241 | RQE 28787
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